CBG: Guia completo sobre o canabigerol em 2026

Entenda o que é e para que serve a ‘mãe dos canabinoides’

O canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabinol (THC) concentram a maior parte da atenção quando o assunto é cannabis medicinal. Mas há um terceiro composto da cannabis que a ciência também tem observado com carinho recentemente: o canabigerol. Não psicoativo e com um perfil diferente dos outros dois, o CBG é um canabinoide vem se destacando em estudos sobre inflamação, ansiedade, neuroproteção e outras condições.  

Entenda o que é o CBG, como ele age no organismo e o que a pesquisa científica já aponta sobre as aplicações terapêuticas desse canabinoide.

Canabigerol CBG cultivo cannabis APEPIFoto: Cultivo agroecológico de cannabis. Quimiotipo rico em canabigerol (CBG) exclusividade APEPI.

O que é o CBG e como ele age no organismo?

O canabigerol é um dos compostos naturais da cannabis e o ponto de partida para a formação dos demais canabinoides da planta, incluindo o CBD e o THC. Por isso, o CBG costuma ser chamado de ‘mãe dos canabinoides’.

No organismo, o CBG interage com o sistema endocanabinoide, uma rede interna de receptores que regula funções como dor, humor, sono e resposta inflamatória. É um composto que age tanto no sistema nervoso quanto no sistema imunológico, com afinidade especial pelos receptores presentes nos órgãos e tecidos do corpo. Isso explica boa parte do seu potencial anti-inflamatório.

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Para que serve o canabigerol?

Uma revisão publicada na revista Molecules mapeou os mecanismos do CBG e seu papel terapêutico em diversas condições, concluindo que o composto atua em múltiplas vias do organismo. Entre as propriedades mais estudadas, estão: 

  • Ação anti-inflamatória; 
  • Neuroproteção; 
  • Atividade antibacteriana; 
  • Potencial analgésico; 
  • Redução de ansiedade; 
  • Estímulo do apetite

O CBG deixa chapado?  

Não. O canabigerol é um canabinoide não psicoativo, o que significa que ele não produz os efeitos euforizantes associados ao THC. Além disso, o composto não causa intoxicação nem prejudica funções cognitivas ou motoras, o que o reforça como opção interessante para quem busca os benefícios terapêuticos da cannabis sem alterações de percepção ou humor.

O CBG é consumido principalmente na forma de óleo, o que permite controle preciso da dose e facilita a incorporação ao tratamento.

A APEPI disponibiliza óleos contendo CBG para associados mediante prescrição médica. Saiba mais.  

O canabigerol tem potencial neuroprotetor?

Sim, o potencial neuroprotetor do CBG é uma das frentes mais promissoras da pesquisa atual. Isso porque o composto da cannabis demonstrou potencial para reduzir a inflamação no sistema nervoso, um dos principais fatores associados ao avanço de doenças neurodegenerativas. 

Em estudos com células e animais publicados na revista Molecules, o composto ajudou a neutralizar os efeitos tóxicos da proteína beta-amiloide (cuja acumulação é uma das marcas do Alzheimer), reduziu marcadores de inflamação em modelos de esclerose múltipla e melhorou a função motora em casos de doença de Huntington. 

As pesquisas sobre o uso de CBG no tratamento de doenças neurodegenerativas ainda estão em expansão, mas os sinais observados pela comunidade científica até aqui são promissores.

CBG e CBD: quais as diferenças e como agem juntos

O canabigerol e o canabidiol são dois compostos da cannabis que compartilham algumas propriedades: atuam sobre o sistema endocanabinoide, possuem ação anti-inflamatória e analgésica e, diferentemente do THC, não causam o ‘barato’ da maconha. 

As diferenças estão em mecanismos específicos. Enquanto o CBD tem maior evidência para ansiedade, sono e dores crônicas, o CBG se destaca pelo potencial anti-inflamatório e neuroprotetor. 

Apesar das diferenças, os dois compostos se complementam. Quando combinados, eles podem potencializar mutuamente seus efeitos, fenômeno conhecido como efeito entourage. Essa sinergia tem sido estudada especialmente em condições inflamatórias crônicas e quadros neurodegenerativos.  

Vale lembrar que a escolha entre os compostos isolados ou a combinação dos dois depende do quadro clínico de cada paciente e deve ser definida por um médico prescritor. Para quem se beneficia da combinação, a APEPI disponibiliza o Mix CBD & CBG para associados mediante prescrição médica.

CBG e apetite

Estudos sugerem que o CBG pode ajudar no estímulo do apetite. Uma pesquisa publicada na revista Psychopharmacology (2016) demonstrou que o canabinoide estimulou a ingestão de alimentos em animais sem causar efeitos motores negativos. Embora as pesquisas ainda estejam em desenvolvimento, elas já apontam que essa propriedade pode ser especialmente útil para pacientes oncológicos com problemas de apetite ou para condições como anorexia.

O uso de CBG possui contraindicações?

Assim como outras substâncias ativas, o CBG pode interagir com medicamentos de uso contínuo. O acompanhamento de um médico prescritor é fundamental antes de iniciar qualquer tratamento, especialmente para pacientes que já fazem uso de outros compostos da cannabis ou de medicamentos processados pelo fígado.

Como começar um tratamento com CBG?

O primeiro passo é a consulta com um médico prescritor, que vai avaliar o histórico de saúde do paciente e indicar se o tratamento com canabigerol é adequado para o caso. Além do óleo de CBG isolado, a APEPI também disponibiliza o MIX CBD & CBG para associados mediante prescrição médica.

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